Por Robson de Oliveira

A grana vai interferir no resultado

A íntegra da coluna redigida por Robson Oliveira

Publicado em 13 de setembro de 2022

A grana vai interferir no resultado

INEFICIÊNCIA 

Foi divulgado ontem o ranking de competividade dos estados, levantamento anual realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria e a Seall.

Dos dez pilares analisados pelo levantamento, Rondônia apresenta queda em seis deles: Segurança Pública, Educação, Inovação, Eficiência da Máquina Pública, Solidez Fiscal e Potencial de Mercado.

CAOS 

A segurança hoje é um dos calcanhares de Aquiles do governo de Rondônia uma vez que a queda em relação aos dados anteriores foi de sete posições. Isto é confirmado pelas estatísticas divulgadas pelo próprio executivo estadual quando anuncia equivocadamente se regozijando de estatísticas do setor. A violência se instalou no campo e na cidade, em especial nas áreas periféricas com os tentáculos do PCC. A queda nestes índices revela um caos na política pública de combate à violência.

Uma das promessas do atual governador para a educação foi a melhoria da área com a construção de colégios em tempo integral e a expansão dos militarizados. Em quatro anos, o governador Marcos Rocha, candidato  à   reeleição, construiu apenas uma única unidade escolar no estado, das quatrocentos existentes, ainda assim não funciona em tempo integral. Quanto ao aumento do número de escolas administradas aos moldes do Colégio Tiradentes, da capital, o funcionamento é infinitamente menor do que prometeu na campanha eleitoral de 2018.

RETALIAÇÃO 

O Parlamento Europeu aprovou hoje (terça-feira), uma resolução estabelecendo sanções comerciais aos produtos oriundos de regiões que sofrem devastação, a exemplo da Amazônia. O Brasil vem sendo criticado pelo aumento do desmatamento e esta retaliação afeta os estados produtores de grãos e proteína animal. Rondônia é um deles, visto que a carne bovina e a soja são carro chefe da nossa cadeia produtiva.

AGRO 

Quem visita o interior de Rondônia percebe o quanto o agronegócio se expandiu no estado, produzindo riquezas. Há estudos que mostram que a mecanização com que são produzidos os grãos, vinculados ao agro, não criam os postos de trabalho na escala da sua grandeza em razão de toda tecnologia empregada no cultivo, mas são extremamente importantes na balança comercial estadual.

Medidas restritivas agora impostas pela Comunidade Europeia aos produtos desta região criam obstáculos para a exportação da nossa produção aos mercados consumidores, uma vez que é na Amazônia Legal onde se concentram as principais críticas dos europeus. A tendência é que tais medidas retaliativas aumentem cada vez mais.

VEXAME 

Causou surpresa o péssimo desempenho do governador Marcos Rocha no último debate entre os candidatos ocorrido na Rede TV, em Porto Velho. Além de não saber defender o legado administrativo, usou uma cola na primeira manifestação para dizer por qual motivo quer permanecer no cargo. Nervoso, inseguro e acuado, dominaram um governante totalmente apático ao debate. Há quem defenda na assessoria que Marcos Rocha vá apenas ao último debate, organizado pela filial da Globo. Assim evitaria passar novo vexame.

Os candidatos de oposição Léo Moraes (Podemos) e Marcos Rogério (PL) conseguiram melhor desempenho. O primeiro, seguro, firme e com propostas exequíveis e, o segundo, aproveitando a confusão da mediação e do sorteio, obteve êxito ao antagonizar com um governador atordoado e despreparado para o embate.

AFUNILANDO 

Eleição em Rondônia é costumeiramente uma caixinha de surpresa e nem sempre quem larga na frente é quem consegue vencer o pleito. Os exemplos são fartos e o próprio governador é um deles. Há entre os palacianos os que tentam passar a versão de que as eleições podem ser resolvidas no primeiro turno, uma lorota. Hoje o número de indecisos é tão expressivo que é possível uma reviravolta inesperada nesta reta final. E não será a primeira vez a ocorrer em Rondônia.

Com três candidaturas competitivas ao governo de Rondônia é quase impossível as eleições rondonienses serem resolvida no dia 2 de outubro. Exceto pela torcida das pessoas que se prestam a ficar nas principais avenidas pedindo votos por ocuparem cargos comissionados, numa temperatura que humilha qualquer ser humano.

MÁQUINA 

É perceptível em tese o uso da máquina administrativa nas eleições. Em reservado, as manobras anteriores e que são denunciadas a cada eleição pelo uso indevido da máquina pública, continuam a desafiar os órgãos de controle. Alinhado a isto, tem candidato bamburrando com a tulha cheia de grana do fundo eleitoral o que tem desequilibrado a disputa com quem não conta com tanto financiamento. É uma eleição onde a grana vai interferir no resultado. Haja máquina a favor dos bacanas.

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