Por Rosinaldo Pires

A indústria do FAKE NEWS, como funciona, e quais seus malefícios

Não é de hoje que as FAKE NEWS causam estragos, desde a primeira mentira criada pelas meninas das fadas que alegavam ter fotografado em 1917, conhecido mundialmente como o caso das Fadas de Cottingley, que na época gerou grande repercussão e ampla discussão. Atualmente com o advento das redes sociais é possível criar fatos como…

 

Não é de hoje que as FAKE NEWS causam estragos, desde a primeira mentira criada pelas meninas das fadas que alegavam ter fotografado em 1917, conhecido mundialmente como o caso das Fadas de Cottingley, que na época gerou grande repercussão e ampla discussão.

Atualmente com o advento das redes sociais é possível criar fatos como se eles fossem verídicos, desde simular vídeos, fotos e testemunhas de mentiras muito bem elaboradas para desconstrução da imagem de qualquer pessoa, em especial, políticos e figuras públicas.

Segundo o Ministro da Suprema Corte Alexandre de Moraes, esta técnica vem sendo utilizada por bolsonaristas para destruir as imagens do petista Luiz Inácio da Silva, tese que deu início ao INQUÉRITO DAS FAKE NEWS.

É necessário separar o joio do trigo, o lobo das ovelhas. 

Recentemente foram presos no dia 8 de janeiro várias pessoas que estavam destruindo o patrimônio público, sendo inclusive flagradas em plena atitude criminosa gravada pelos próprios supostos bolsonaristas que depredaram os três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), algo inaceitável na DEMOCRACIA. Mas temos que investigar a vida destes agressores do bem público, pois a direita não tem costume de criar a anarquia, pelo contrário dão a outra face para ser esbofeteada, pelo menos em tese é para ser assim. 

Essa indústria tem tido seus resultados, nossos governantes precisam combater as “Fake News”, lógico com a devida responsabilidade, pois cercear a opinião pública sem regra é CENSURA. Não se pode tolher a opinião de parlamentares que têm o direito de expressar-se da forma que o mandato lhe ampara.

Um dos mais perseguidos é o jovem Nikolas Ferreira (PL-MG), que teve suas redes bloqueadas no dia 11 de janeiro, 3 dias após os atos do dia 8 em Brasília. Recentemente o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a reativação de contas nas redes sociais sob condições de não publicar, promover ou compartilhar desinformação sobre o processo eleitoral, ou incentivar atos antidemocráticos, sob pena de multa de R$ 10 mil. Na decisão, o ministro estabeleceu que o Facebook, Instagram, Telegram, Tik Tok, Twitter e YouTube reativem as contas do deputado.

É necessário diferenciar, mas a verdade deve ser dita, os atos que eram pacíficos, explodiram numa insanidade imperdoável, digna de punição e sobretudo lição para que exemplos como estes sejam de uma vez por toda extirpada de nosso Brasil, somos maiores, e os questionamentos devem ser realizados obedecendo o devido processo legal, por mais que haja dúvida sobre a parcialidade das decisões, não se pode radicalizar ou anarquizar nosso sistema. Se tem falhas seguiremos os ritos, e aqui dou orientação:

1 – Para parte da sociedade que deseja o impedimento dos ministros, o que deve ser feito?

Somente os senadores podem fazer tal mister; A Constituição não descreve quais são as hipóteses pelas quais um ministro poderá sofrer o impedimento, como faz com o Presidente da República, no art. 85. Mas ela estabelece que compete ao Senado julgar os ministros, conforme já mencionado (art. 52, inciso II, da Constituição). Ainda, é mencionado que a Lei n.º 1.079 de 1950 é quem estabelece os crimes e o rito pelo qual um Ministro pode ser processado e julgado.

2 – Sabendo que somente os Senadores podem impedir ministros de continuarem suas arbitrariedades, a sociedade organizada deve oficiá-los, demonstrando suas insatisfações, colocando nestes ofícios claramente seus questionamentos, indicando as provas, e/ou argumentos para tal.

3 – Esses mesmos ofícios devem ser tornados públicos, utilizando os meios possíveis de divulgação, para que todos tenham acesso aos argumentos apresentados.

4 – Feito isso, começar um trabalho de extensa explanação fora e dentro do Brasil, reclamando, mostrando e divulgando as ações contrárias à democracia.

Não adianta explodir pontes, torres, bloquear estradas, fazer algum tipo de terrorismo, não é assim que resolveremos nossos problemas. Muito menos criando FAKE NEWS, que mais descredibiliza, do que ajuda, nesta luta de muita paciência.

SEU PODER DESTRUIDOR

O corretor de seguros, Marcelo de Novaes, é uma das pessoas que precisou comparecer ao DRCI, após uma acusação falsa. Há aproximadamente um ano, ele diz que vários perfis compartilham sua foto, acompanhada de um texto que afirma que ele está transmitindo o vírus HIV para pessoas.

“Recebi mensagens me xingando. Minha namorada também recebe. Meus clientes podem constatar a publicação. Gente da minha família viu. Além da acusação absurda, ainda expuseram minha sorologia. Pensando nisso, não paro de me lembrar de uma mulher, apedrejada no Guarujá”, disse Marcelo.

O corretor de seguros fez menção ao caso da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, espancada e mortas pessoas de seu bairro em 2014, após ser confundida com um retrato falado divulgado em uma página do Facebook chamada Guarujá Alerta. A postagem dizia que Fabiane sequestrava crianças para rituais de magia negra.

O tal retrato falado foi feito no Rio de Janeiro e a polícia do Guarujá apurou que não houve nenhuma queixa de sequestro de crianças na cidade. O dono da Guarujá Alerta nunca foi processado, mas cinco agressores foram condenados de 26 a 40 anos de prisão. Mais um caso para a lista de notícias falsas.


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