Por Valdemir Caldas

As mulheres na politica

Por isso, soa como melodia agradável aos ouvidos do colunista o anúncio de pré-candidaturas femininas aos mais diferentes cargos da República

Publicado em 29 de maio de 2022 0

O lulismo até que se esforçou para implodir a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB -MS) à presidência da República, mas acabou caindo do cavalo. Até o momento, ela é a primeira mulher a figurar na corrida eleitoral para o Palácio do Planalto. Mas bem que poderia ser diferente. Os partidos deveriam buscar outras mulheres para compor suas cabeças de chapa, não somente para o cargo de presidente da República, como também para os postos de governadores. A cúpula do PSDB rifou o engomadinho João Dória. Já imaginou se os tucanos resolvessem buscar no sexo feminino sua representante à sucessão presidencial?

Isso não seria nada mal. Pelo contrário, revelar-se-ia gratificante. Afinal, minoritariamente representadas no parlamento e com discreta presença nos quadros dirigentes dos poderes executivo e judiciário, das mulheres brasileiras não têm faltado exemplos de dignidade e dedicação à causa pública. É bem verdade que, como qualquer ser humano, a mulher também não está ausente de episódios menos dignificantes. Virtudes e vícios próprios à natureza humana estão presentes tanto nos homens quanto nas mulheres. Não sendo justo, portanto, negar a elas as mesmas oportunidades dispensadas aos homens.

A ascensão aos postos mais elevados da estrutura do poder público, assim, não pode ser negada às mulheres, muito menos quando a presença preponderante e continuada de pessoas do sexo masculino relega ao esquecimento problemas que a sensibilidade feminina parece captar com mais presteza e compreensão. A história do Brasil, recente ou não, está repleta de exemplos de mulheres que souberam se impor pela competência e seriedade no cumprimento de suas tarefas. Colocar a mulher brasileira na posição que lhe é devida no cenário político, constitui uma questão de direito. Não é, porém, a maneira irresponsável e flagrantemente oportunista exibida por dirigentes partidários. Por isso, soa como melodia agradável aos ouvidos do colunista o anúncio de pré-candidaturas femininas aos mais diferentes cargos da República. Exemplo disso, cito a ex-senadora Fátima Cleide, e a primeira-dama do município de Porto Velho, Ieda Chaves, entre outras figuras respeitadas do mundo feminino.

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