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Por Alan Alex

Denúncias na saúde e falta de investimentos fragilizam reeleição de Marcos Rocha

Se não ocorrem investimentos, sobra dor de cabeça. É por isso que o governador e sua equipe enfrentam uma chuva de denúncias referente a precariedade de hospitais

Publicado em 24 de abril de 2022

Denúncias na saúde e falta de investimentos fragilizam reeleição de Marcos Rocha

Os maiores repasses financeiros, inclusive na pandemia da Covid-19, para o setor de saúde em Rondônia foram feitos pela União. O governo de Marcos Rocha deu pouca atenção para melhoria dos serviços públicos.

Se não ocorrem investimentos, sobra dor de cabeça. É por isso que o governador e sua equipe enfrentam uma chuva de denúncias referente a precariedade de hospitais. Situações que pioram o jogo político eleitoral de Rocha que tenta reeleição, balançado por um mandato mal sucedido.

No Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) pacientes relataram vários problemas na infraestrutura. Construído em 1988, o prédio passou por reformas que não duraram muito tempo.

Os quartos estão tomando por mofo e as paredes com rachaduras. Concreto, ferragens e rede elétrica expostos e correndo risco desabar. Os banheiros não são recomendáveis para uso. O sistema de ventilação quebrou e não teve reparos. Os pacientes sofrem para beber água.

Ana Carolina Tavares, 27 anos, acompanhando a mãe internada no hospital, disse para o Rondoniaovivo que a situação é caótica.

“Olha a situação do hospital Cemetron, na ala feminina, aqui onde minha mãe se encontra. Lembrando que a central [de ar-condicionado] não está funcionando. Não tem água gelada. Com o calor que a gente passa em Porto Velho é um descaso. Olha essas paredes, o ferro [do soro] enferrujado”, diz Ana.

“A situação precária desse hospital. Governador, olhe pela gente, pela população. Os pacientes que necessitam. Olha esse banheiro, a situação. Olha essa porta! Pode isso? Esse chuveiro… Uma tristeza. Fora o mau cheiro. A porta tem que ficar fechada. Não tem ventilador. As paredes com mofo”, descreveu Ana Carolina.

HOSPITAL INTERDITADO – Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero), determinou a “interdição ética” do Hospital Infantil Cosme Damião (HICD).

O Conselho detectou “precariedade nas condições estruturais e sanitárias (…) uma parte do teto desabou em cima de um leito de uma criança”.

De acordo com a presidente do Cremero, Ellen Santiago, os problemas identificados e registrados nos relatórios de fiscalização do Conselho vem se agravando desde o ano de 2019, sem qualquer correção ou medida de planejamento informado pela Sesau, o que deixou neste momento insustentável o trabalho dos profissionais médicos no local colocando inclusive em risco a vida dos pacientes que lá buscavam atendimento.

“Não há um só ambiente que esteja adequado e em segurança para os que lá frequentam, tendo sido imprescindível realizar a paralisação da entrada de novos pacientes naquele hospital”, esclareceu.

O diretor de fiscalização, Dr. Cleiton Bach explicou que o processo de interdição ética não significa paralisar os atendimentos que estão em andamento na unidade, mas sim impedir que os médicos continuem recebendo novos pacientes para atendimento na unidade.

“Temos absoluta noção do que significa a remoção desses pacientes para outra unidade, e estamos abertos para orientar a direção técnica e clínica da melhor forma para uma remoção gradativa até que todas as crianças que lá se encontram internadas estejam em segurança em outro local para atendimento, assim como na segunda-feira fizemos com a Sesau, antes mesmo da interdição”, acrescentou.

A necessidade de interdição havia sido votada em plenária e confirmada em Assembleia Geral convocada pelo Cremero no dia 8 de abril na qual médicos que atendem a pediatria no hospital reforçaram a urgência de uma intervenção.

O QUE DIZ O GOVERNO – Com a interdição no Cosme e Damião, governo diz que passou atender urgências e emergências.

Diz que foi solicitado uma vistoria que será realizada pelos órgãos públicos e promete investimentos financeiros no hospital para maio deste ano. Sobre o Cemetron, o governo ainda não se manifestou.

Alan Alex – Painel Político

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