História

Pai é solto após filhas pediram presente de natal à juiz – Por Anderson Nascimento

O juiz ficou emocionado ao receber as cartas, principalmente quando as crianças mencionam, “Deus te proteja”.

 

Natal, uma época ao qual todos ficam mais sensíveis. E foi na cidade de Goiana que um juiz ao receber cartas de duas crianças, resolveu colocar em liberdade o pai delas, o qual estava preso, suspeito de praticar uma tentativa de homicídio.

As cartas das crianças ganharam repercussão nas redes sociais, após o juiz dar publicidade. Em tom de brincadeira, o juiz escreveu que aquele seria o melhor Habeas Corpus recebido.

As crianças pediram ao juiz como presente, que o pai voltasse para casa antes do natal. O juiz ficou emocionado ao receber as cartas, principalmente quando as crianças mencionam, “Deus te proteja”. Segundo ele, ao ler aquelas palavras, isso teria o tocado especialmente, porque naquele momento ela estava desamparada e desprotegida precisando do seu provedor. “Imaginei comigo: não posso protegê-la, mas talvez eu possa devolver a ela alguém capaz de fazer isso”, afirmou.

O pai das crianças ficou sabendo que as filhas teriam escrito as cartas. Em outro trecho, a criança afirma, “meu pai é bom”. Além dos pedidos das filhas, a própria população fez um abaixo assinado pela liberdade do comerciante.

No total, o magistrado recebeu quatro cartas. Duas com pedido de soltura do pai e outras duas de agradecimento. Nestas últimas, as crianças expressam gratidão ao juiz e disseram estar felizes por ele ter lido as cartas e concedido a soltura.

O CRIME

Segundo as investigações, o comerciante é suspeito de ter praticado o crime de tentativa de homicídio, contra um homem que estava em débito no valor de R$ 600,00. Porém, há muitas inconsistências na investigação, devido a própria vítima não ter visualizado quem efetuou os disparos de arma de fogo. A vítima afirma que apenas ouviu uma moto parando em frente da sua residência e alguém gritando “paga meu dinheiro”. Logo em seguida, ouviu-se os disparos de arma de fogo.

“Como juiz, preciso ter certeza de que a pessoa deve ser culpada pelo crime. Sou pautado pelo garantismo penal. Não vou condenar ninguém ou levar alguém a julgamento por crime que não tenho certeza de que aquela pessoa cometeu”, afirmou o juiz.

Fonte – Anderson Nascimento


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