Por Waldir Costa

Politicagem favorece a corrupção na difícil luta contra o coronavírus

A batalha contra a pandemia exige ações políticas firmes, parcerias entre os poderes e demais segmentos da sociedade

Publicado em 6 de março de 2021 0

Politicagem favorece a corrupção na difícil luta contra o coronavírus

A semana que está sendo encerrada hoje (6) apresentou maior número de óbitos provocados pelo coronavírus, desde o início da pandemia, em março de 2020. Teve dia com quase 50 mortos no Estado, número assustador e expõe, que o trabalho que está sendo feito pelo governo do Estado e nas prefeituras no combate e controle do vírus não funciona a contento.

A situação de Rondônia não é diferente da maioria do País. Praticamente todos os Estados estão na fase vermelha assim como a grande parte dos municípios devido a contaminações e óbitos crescentes a cada dia. E o único caminho para se ajustar a situação, que é a política (econômica, social, financeira, etc.), porque tudo depende dela, está sendo ignorada, A prioridade, infelizmente é para a politicagem.

Sem uma política eficiente no combate e controle da pandemia, devido a tendência corrupta de boa parte dos políticos em todos os níveis, além de empresários e agentes públicos não menos corruptos, de complacência de boa parte da “grande” mídia, que mais distorce que informa, de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pela ingerência nas ações do governo federal, a população do Brasil vai seguindo para um caminho quase sem volta, de contaminação pelo covid-19, que já é uma endemia, pois teremos que conviver, se conseguirmos a vacina, com o vírus enquanto houver mundo.

Após o decreto de Calamidade Pública e a distribuição de bilhões de recursos financeiros pelo governo federal a Estados e municípios, para o combate e controle da pandemia ocorreram denúncias em todas as regiões do país, de malversação do dinheiro público na compra de insumos, equipamentos e medicamentos para enfrentar o vírus. Nunca a Polícia Federal (PF) teve tanto trabalho como em 2020, com ações semanais na cata de corruptos, que desviaram dinheiro público destinado à saúde.

Hoje é possível constatar prefeitos e governadores investindo na compra de terrenos e urnas funerárias para enterrar vítimas do coronavírus. Até parece, que é a solução para a pandemia. Não é. O caminho seguro é a vacinação em massa da população, por enquanto, o único antídoto para frear o avanço do vírus, dificuldade que não é só do Brasil, mas do mundo. O problema é que em nosso País a corrupção campeia.

Investir na compra de terrenos e urnas funerárias não é solução. Enterrar os mortos é o ato extremo, pois significa o fim da vida, muitos de forma precoce, pois o vírus não escolhe a vítima.

Por que não praticar a política na sua essência? Por que o Congresso Nacional não garante suporte para que governo federal, estaduais e municipais se unam numa corrente para priorizar a vacinação em massa da população? As eleições gerais (presidente da República, governadores e seus vices; uma das três vagas ao Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas) estão a mais de 18 meses. O momento é de política social e não partidária.

O político responsável está ciente, que morto não vota. Sabe que é necessário priorizar a compra e distribuição da vacina para se combater e controlar o coronavírus. Prevenir é melhor que remediar, como se diz popularmente, mas é uma frase correta. A prevenção não é importante apenas na medicina, mas em todos os segmentos da sociedade.

Além da vacinação coletiva, que deve ser prioridade, urgente, a população não pode abrir mão da máscara, do álcool em gel, evitar aglomerações e isolamento nos casos de idosos e pessoas com necessidades especiais. Sem a participação direta do povo e de responsabilidade dos políticos, na sua essência, e não dos politiqueiros, que são muitos, não teremos o controle da pandemia, que continuará ampliando os óbitos e enlutando famílias.

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